14/01/2015

A aprovação que não veio


Muito estranho escrever um texto falando sobre a aprovação que não veio para mim? Pois é, mas esse talvez seja o único jeito que eu consiga desabafar tudo que está viajando pela minha cabeça neste momento. 
A ansiedade para a lista sair era grande e os sonhos que tinha toda noite só me faziam acreditar que meu nome estaria na internet e que o lugar em que mais gastaria meu tempo seria no campus. Só eu e meus parentes próximos sabemos o quanto me esforcei em um ano em que tudo parecia desabar. Em que tudo parecia ser impossível, não alcançado e difícil de acreditar. Não é momento para eu dizer o que aconteceu, mas saibam que não foi fácil, de jeito nenhum. Ainda mais quando poucos tiveram a capacidade de me ajudar. E sabe, se 2014 foi um ano de descobertas, eu descobri que posso confiar em poucos. E bom, aqueles meus amigos que antes eu considerava parte da minha vida? Eles me mostraram que posso muito bem viver sem eles.
Só que depois de passar por trancos e barrancos, você acredita que seu momento de glória um dia viria. Ele veio, até duas vezes, quando fui aprovada nos dois vestibulares da ACAFE, tanto na metade do ano – em que não poderia cursar ainda – quanto no final do ano. Mas eu sempre espero pelo melhor, sempre tenho esperanças e sempre caminho com positividade na mente. Minha meta era ser aprovada na UFSC, pegar ônibus cedo todas as manhãs e cursar o que sonho. Mas depois de chorar muito, sem parar até mesmo depois de a dor de cabeça chegar, percebi – graças à ajuda de pessoas que se importam comigo e com um texto maravilhoso que minha professora de dança e amiga do coração escreveu – que nenhum vestibular conseguirá tirar de mim os grandes sonhos que tenho. Já notei que muita gente desistiu de seus sonhos porque acreditou que eles eram impossíveis ou que não valeriam o esforço. Mas eu? Ah, vocês não me conhecem se disserem que eu desistirei dos meus. Arquitetura sempre estará pronta para mim, independente da idade, lugar ou destino. E eu ainda publicarei meu livro, não importando a profissão que seguir. Eu continuo a mesma, tendo os mesmos sonhos grandes e que compartilho e aqueles pequenos que guardo apenas para mim.
Tudo bem que meu desejo era ver meu nome na lista, mas agora batalharei para meu nome ser chamado daqui a alguns anos antes de eu pegar meu diploma. E sabe o que vai estar escrito nele? Não apenas o meu nome, mas os nomes de todos aqueles que me ajudaram a superar a tristeza dos momentos difíceis, que me ofereceram um ombro amigo e que me ajudaram a colocar um sorriso no rosto sempre. Porque especiais foram aqueles que perceberam que meu sorriso foi falso por um bom tempo, viram que algo estava errado e fizeram alguma coisa para mudar a situação. Este texto seria apenas mais um desabafo normal de uma garota que não passou no vestibular. Mas foi mais do que isso, porque agora termino o texto com minhas lágrimas secas e um sorriso imenso no rosto.

Vanessa Esteves

[Escrito às 19:45 do dia 14 de janeiro de 2015.]
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