04/01/2016

Escrever me leva às nuvens

(WeHeartIt)
Leia ouvindo: "Can I Have This Dance?", HSM 3




Sinto falta de escrever. De jogar tudo o que sinto para fora através das palavras. De deixar a mente mais leve e o coração batendo forte a cada texto concluído. É como uma dança no terraço do colégio com o seu amor da época, assim como no meu filme favorito da infância. A arte me inspira, as palavras me fazem viajar e a escrita me deixa sem ar. Porém não é algo ruim, e sim como andar de montanha-russa e sentir aquele friozinho bom na barriga.
Eu esperei o ano passado todo por este momento. Por estar às quase quatro horas da madrugada escrevendo, sem me importar com o horário de acordar e muito menos com medo de deixar alguma palavra se esvair dos meus pensamentos. Porque elas vêm uma hora ou outra, eu as querendo ou não.
Talvez eu tenha começado a me amar de verdade a partir de quando eu comecei a escrever. Pois percebi que sou muito daquilo que escrevo, já que despejo meus sentimentos e todo o meu coração pelos teclados ou pela caneta.
E eu senti, há alguns dias, que havia deixado de usar essa minha paixão a meu favor. Acabei sentindo uma tristeza profunda. Uma vontade de fugir que até poucos minutos eu não sabia como resolver. Eu não entendia o que minha mente insistia em me dizer, apesar de eu já ter sentido isso muitas vezes na minha vida. Quando deixei a água do chuveiro levar embora pelo ralo todas as minhas dúvidas eu descobri. Eu precisava escrever.
Foi então que as palavras vieram como uma enxurrada, mandando eu as colocar instantaneamente no papel ou na tela do computador. Mas eu senti que precisava de uma música. Apenas uma música que me levasse às nuvens e me fizesse sentir a imensidão dos meus sentimentos. Sendo assim, escolhi aquela que me fazia sentir a paixão novamente, balançar a cabeça no ritmo dela e até deixar algumas lágrimas escorrerem por simplesmente eu perceber que estou viva. Mais do que nunca, eu estou viva. Escrevendo a esta hora da madrugada e mesmo assim sentindo uma sensação maravilhosa dentro do meu ser. Como é bom estar viva e continuar amando.
Eu senti que precisava desabafar, mas nem isso eu conseguia fazer comigo mesma. Enrolei semanas e me escondi no meio do meu tédio e criei desculpas horríveis para não parar de fazer qualquer coisa inútil e escrever. Entretanto a vida nos ensina. E agora eu sinto que não posso deixar esta minha parte preferida desbotar de quem eu sou.
Amo os outros de forma intensa, isso é fato. No entanto eu sorrio agora porque eu me amo muito mais e sei que esse amor não vai me ferir e muito menos me fazer ser quem eu não sou. Penso que meu amor por mim mesma é igual àquele que sinto pela escrita. Na verdade, escrever me leva às nuvens, do mesmo jeito que fico quando me apaixono. Terminar um texto e lê-lo logo depois é como dar o primeiro beijo. As borboletas no estômago são quase as mesmas. Como é bom amar, não é mesmo? E todo dia eu me apaixono. Não por outra pessoa, mas sim por eu mesma, pelas palavras e pela escrita que me faz libertar todas as inseguranças que até então eu abrigava em meu peito.

Vanessa Esteves


[Escrito às 04:47 do dia 4 de janeiro de 2016.]

2 comentários:

  1. Acho que essa é uma das coisas que mais sinto falta nos blogs, de quando todo mundo se enchia de inspiriação só para escrever, colocar para fora o que está na mente e no coração.
    Essa é uma das minhas metas para 2016..

    Será que tem como você me ajudar e responder a pesquisa de público do blog? É rapidinho: http://goo.gl/forms/BdIk5DpDEl <3
    Já está participando da maratona literária com a gente? https://goo.gl/mbYFW2

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    1. Exatamente. Ainda bem que não perco este meu lado, sabe? <3. Fiquei muito feliz com seu comentário. Espero que você consiga atingir essa meta!
      Vou dar uma olhada nos links. Beijos!

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