06/07/2015

A incerteza do futuro

(WeHeartIt)

Talvez eu precisasse desse tempo. Não ser aprovada no vestibular do ano passado, em um curso que queria na época, para perceber com o passar do tempo que eu estava escolhendo algo que não me completava. Nenhum salário que eu recebesse ou até projeto que fizesse me tornaria uma pessoa completamente feliz.
Assim que coloquei os pés na universidade em que sonho estudar, senti um sorriso se abrindo no meu rosto e uma vontade inexplicável de não sair mais de lá. Eu tive vontade de explorar cada pequeno espaço daquele lugar e de conhecer cada pessoa que passava por mim. O Centro de Comunicação e Expressão me chamou a atenção e até sua feirinha de produtos hippies me cativou no primeiro olhar. 
Logo que o coordenador do curso de Jornalismo começou a falar sobre as aulas, as matérias e tudo de incrível que os alunos fazem na faculdade, meus olhos brilharam com tanta informação e eu já quis abraçar toda a ideia de estudar ali. O tour pelas salas de aula começou e durante a incrível uma hora e meia que se passou eu me apaixonei por cada pedaço daquele lugar. Conheci o jornal televisivo, a revista impressa e a rádio. Tive vontade de participar de tudo ao mesmo tempo, de estudar todas as minhas matérias atrasadas do cursinho para ser aprovada tranquilamente no vestibular do final do ano e, assim, poder cursar esse curso que tanto amei.
Pode ser que ao longo do curso eu me decepcione com algumas coisas e até que eu não me encaixe muito bem profissionalmente com as cobranças que receberei, mas no momento quero considerar Jornalismo como o curso que reúne tudo que eu gosto em um só. Todas as artes que não vivo sem bem ali, perto do meu alcance.
Quando estudava no Ensino Fundamental, meu sonho era ser jornalista. Na minha viagem de formatura, participamos de uma gravação hipotética em que falávamos as notícias do dia na televisão. Meu professor de informática da época foi o primeiro a se prontificar. Como nenhum aluno foi junto com ele, me levantei e ao final da matéria todos disseram que eu tinha jeito para aquilo.
Mas os anos passaram, os gostos mudaram e a realidade também. Troquei de curso várias vezes, passando por Engenharia Civil, Jornalismo novamente, Artes Cênicas, Filosofia, Cinema, Arquitetura e Design. A dúvida que me acompanhou até o dia em que visitei o curso de Jornalismo na minha futura universidade era decidir entre Design, Arquitetura e Jornalismo. Eu sabia que seria feliz nas três, mas não tanto quanto na última. 
Percebi que Jornalismo me faria muito feliz assim que cheguei em casa mais tarde e tive vontade de contar para todo mundo o que tinha visto por lá. Minha mãe escutou eu contar minha história com empolgação e até dormir foi difícil no dia. Minhas amigas, no dia seguinte, somente confirmaram aquilo que sempre disseram: Jornalismo é o seu curso, Vanessa.
É bom alterar a descrição de um site em que antes estava escrito um curso que eu queria para um que agora eu amo. Ainda tenho vontade de projetar edificações, construir maquetes, visitar obras e decorar casas, mas o que me traz felicidade no momento é trabalhar com vídeos, entrevistar pessoas, saber as notícias do momento, ler até não poder mais. E é em Jornalismo que encontro tudo isso. 
Pode ser que daqui a algum tempo eu me arrependa dessa decisão, mas prefiro me importar mais com a minha felicidade de agora do que com o que vou ser de fato daqui a alguns anos. O futuro é muito incerto e eu concluí que fazer o que se ama é a melhor coisa do mundo. Jornalismo, aí vou eu!

Vanessa Esteves

[Escrito às 21:57 do dia 06 de julho de 2015.]
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