04/05/2015

Amar com o coração

(WeHeartIt)

Talvez seja o meu signo, que insiste em me fazer continuar a lutar. Ou ainda uma característica própria do meu ser que me faz não desistir até mesmo das situações difíceis. E ainda que eu não mostre indícios de estar gostando de alguém, eu sofro por dentro porque tudo diz para eu não me esquecer daquela pessoa.
Eu vasculho as redes sociais, procuro fotos antigas, espero pela curtida na minha foto e mando vários sinais como se dissesse "ei, eu estou aqui". Só que não adianta. Eu tento dizer a mim mesma que poderei ter uma chance, mas o esforço não valerá a pena se a pessoa em si não demonstrar uma reciprocidade. Já me cansei de nutrir um sentimento por alguém e não receber nada em troca. Hoje, prefiro até amar com calma para não me ferir bruscamente, só que muitas vezes um retorno faz falta.
Na verdade, não adianta eu querer escrever milhares de textos esperando alguma reação de quem eu pensei desde o início até o último ponto final. Às vezes, penso que os humanos estão cada dia mais mendigando amor, e certamente eu me encaixaria nessa ideia. Apesar de dizerem que o amor acontece de forma natural, sem cobranças e sem ferimentos, já vi muitas pessoas viverem um relacionamento completamente ao contrário disso e serem muito felizes.
Acredito que não existe uma regra, muito menos um estereótipo, para o ato de amar. É se amando de forma livre que percebemos o sentido da vida, que enxergamos tudo à nossa volta com olhares diferentes e que sentimos o passo mais leve, calmo e tranquilo. Enquanto a rotina desgasta, encontramos no amor uma forma de escapar daquilo que nos enfraquece. O amor deve fortalecer, ainda que regado a lágrimas ou sorrisos.
Por isso, não imploro para que me deem amor, mas para que me deixem amar. E mesmo que eu tenha medo e vergonha de dizer o que sinto, aguardo pelo dia em que poderei gritar ao mundo quanto sou feliz amando. Sem receio de julgamentos, falta de reciprocidade e inexistência de alguém que me ame do mesmo jeito que eu. Eu só quero andar por aí como faço todos os dias: com um sorriso no rosto. No meu peito, que continue pulsando tudo o que sinto. E que eu não tenha medo de amar com o coração.

Vanessa Esteves

[Escrito às 21:33 do dia 4 de maio de 2015.]
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