08/01/2015

Tempo é apenas um detalhe para a vida


Enquanto realizo uma prova a qual decidirá o meu futuro, em um colégio da cidade, sentada em uma cadeira, debruçada sobre a mesa e escrevendo neste papel, percebo como o tempo passa rápido. Na verdade, rápido demais. Parece que ontem começou o ano e que semana passada eu ainda estudava no Ensino Fundamental. Agora estou aqui, pensando como tudo acontece de forma acelerada e com medo de não ter tempo suficiente para realizar meus sonhos.
Ignorância minha acreditar que envelhecer é ruim e que não terei mais chance na vida. A principal consequência de viver é adquirir conhecimento e experimentar aquilo que a vida pode me oferecer de melhor. Mas ainda é tudo tão estranho quando minha caneta percorre o papel e o tempo lá fora não para. O quadro negro à minha frente me alerta que tudo é passageiro e as pessoas idosas que conheci até hoje me mostram que tempo não significa muito.
O problema é que vivo em uma sociedade em que realizar tarefas rapidamente é o que importa. Assim, tudo se torna automático, desde um beijo de despedida até a realização de um grande sonho. Por isso, a minha noção atual de envelhecer já não é mais igual à anterior. Os pássaros cantando na árvore são como um sinal que quer me mostrar que possuo o tempo que precisar, já que meus sonhos estarão sempre presentes comigo.
Com isso, desejo com toda a minha força que eu envelheça. Assim todos os conhecimentos necessários chegarão até mim, terei anos de sobra para obter novas conquistas e sairei da vida com a certeza de que vivi verdadeiramente. Além disso, mostrarei a todos que acumular idade não é um problema, mas desistir de projetos que me fariam mais feliz é. Sendo assim concluo, ao olhar pela porta da sala, que o tempo é meu amigo e de todos e eu ter alguns cabelos brancos farão eu conseguir a melhor sensação do mundo: que minha vida valeu cada segundo.  

Vanessa Esteves

[Escrito no Vestibular UFSC/2015 no dia 15 de dezembro de 2014.]

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