11/10/2014

Um pouco de nada e (quase) de tudo


Meio controverso dizer que estou me sentindo sozinha quando sou eu quem mais bate o pé dizendo que o amor uma hora chega. Eu gosto da minha solidão de cada dia, de poder entender o que se passa na minha cabeça - não sempre, infelizmente - e de me conhecer cada vez mais. Só que uma hora tudo isso cansa, e você quer compartilhar suas felicidades e tristezas com alguém. Clichê? Talvez. Pode até ser. Mas se antes eu ficava feliz quando via casais se beijando, agora fico me perguntando: quando será a minha vez? Amanhã? Ano que vem?
Percebo que são vários turbilhões na minha cabeça que não conseguem deixar esse texto organizado. O pior é que minhas músicas tristes agora fazem sentido e não mandam nenhum sentimento ruim embora. Eu fico aqui, despejando tudo que estou sentindo em forma de palavras, esperando que alguém que leia me entenda e consiga me confortar com suas palavras amigas. Carência? É, acredito que deve estar parecendo como tal. Não sei, talvez uma vontade louca de ser notada nessa chatice de rotina pra cá e pra lá. E ao contrário do que devem estar pensando, não quero um amor que dure a vida inteira - pelo menos não agora.
Sabe o que eu realmente quero? Me apaixonar. Sim, isso mesmo, não errei o pronome oblíquo da frase anterior. É que sinto falta da época em que tudo se tornava bonito porque havia um coração aqui dentro querendo muito mais. Não que eu tenha desistido de meus sonhos ou coisa parecida, mas estou em um daqueles dias em que o que mais quero é sentir aquela vontade de "quero mais" ao encontrar alguém na rua. Parece louco? Pode até ser. Prefiro ser louca e ter essas minhas crises de vez em quando do que ser infeliz. Porque mesmo com essa tristeza batendo de leve aqui dentro, eu consigo dar boas gargalhadas enquanto caminho olhando para a lua.

Vanessa Esteves
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