30/10/2014

O meu Grande Talvez


Sinto-me livre, agora, para poder respirar. Finalmente todas as oportunidades que quis estão vindo em minha direção. Tento agarrá-las e elas, sem pensar, pulam para meus braços. Não há mais nada que me impede de seguir por uma estrada com o sol que tanto quis e a brisa soprando em meu rosto. Se eu não gostar da direção tomada, sei que posso retornar pela contramão, pois agora não tenho medo do que os outros irão pensar ou do que minha mente tenta bloquear. Afinal, eu já decidi o que quero, já concluí a minha lista de desejos.
Por isso, talvez depois de ler um livro do meu autor favorito, eu queira ainda mais sair em busca do meu Grande Talvez. Assim, terei todas as respostas para as minhas dúvidas mas, principalmente, terei a certeza de quem eu realmente sou. Para isso, não precisarei de mais nada além de viver. Enquanto estiver em busca desse meu grande objetivo, pensarei em todos que conheci, amei, desencontrei e esqueci. Na verdade todos, sem exceção, estão guardados na minha memória, pois querendo ou não eles fizeram seu papel em minha vida e a transformaram de algum jeito.
Sem olhar para trás, anoto uma das minhas frases preferidas do livro de John Green no meu caderno de capa de couro em que meus textos criam forma: "'Saio em busca de um Grande Talvez.' É por isso que estou indo embora. Para não ter de esperar a morte para procurar o Grande Talvez." Sendo assim, concluo que não há nada melhor do que viver em busca de meus sonhos, pois talvez daqui a algum tempo eu descobrirei qual será esse meu talvez de verdade.

Vanessa Esteves

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