18/09/2014

A dúvida do vestibular


Desde quando éramos criança, sempre nos perguntavam o que queríamos ser quando crescêssemos. Nossos pais, tios, avós, parentes distantes, amigos da família, desconhecidos, colegas de classe, todos nos questionavam a mesma coisa. Professora, dentista, aeromoça, atriz, jornalista, engenheira civil, empresária, arquiteta, fotógrafa, roteirista. Essas foram as minhas escolhas até o momento, e acredito que de muitas outras pessoas também. Então crescemos, e a mesma pergunta, que antes nos deixava esperançosos, agora são como uma tortura toda hora em que a ouvimos.
"O que ser quando crescer?". Penso nisso enquanto estou com o computador ligado na minha frente na página de inscrição para o vestibular. Vestibular, palavra com apenas dez letras mas que não é tão dez assim. Assusta mais do que encoraja.
Sem falar na constante pressão que enfrento todo dia para descobrir o que quero ser na minha vida. Poderia ser falta de escolha, mas no meu caso encontro-me em dúvida entre várias profissões. "E se isso não for o que quero para mim?", penso constantemente, desde o momento em que entro na sala de aula até quando eu largo a última apostila de estudo do dia.
E apesar de dizerem para eu me arriscar nas minhas escolhas, tenho receio de demorar para me encontrar. Como todos dizem, é uma decisão difícil e pesada para se fazer aos dezessete anos. Mas já sabia que esse dia chegaria, já que agora as responsabilidades só crescem e preciso decidir de uma vez por todas. Ah, essa indecisão, essa angústia de não saber o que fazer...

Vanessa Esteves

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