23/08/2014

Como se não houvesse amanhã


Cheguei em casa e fui correndo para o quarto tirar aquelas minhas botas que estavam me fazendo sofrer. Nada melhor do que colocar as boas e velhas Havaianas nos pés. Fiquei de meia e chinelo mesmo, afinal, quem poderia me julgar?
Peguei meu fone de ouvido e escolhi as melhores músicas do meu celular. Deixei meu corpo solto e meus pés não quiseram ficar parados. A televisão da sala foi meu grande espelho; senti como se estivesse dentro dela, mas com várias luzes em volta de mim e muita gente dando risada.
Diferente de todos que se escondem quando estão em um lugar cheio, eu fui para o meio da pista da minha imaginação e dancei como se não houvesse amanhã. Nem a minha insônia interrompeu esse meu momento de felicidade. E já que eu não sabia quanto tempo duraria, era melhor eu aproveitar cada segundo. Apenas como se não houvesse amanhã.

Vanessa Esteves

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